Já diz a sabedoria popular que só damos valor quando perdemos algo. E é a mais pura verdade para a maioria de nós. Outro problema é que agradecemos pouco. Geralmente estamos sempre reclamando ou querendo algo que não temos, e esquecemos de agradecer por aquilo que temos. Agradecer ao amigo, ao cônjuge, a Deus, Jesus, Alá, Maomé, ao arquiteto do universo, ao próprio universo, agradecer ao deus sol, a quem quer que seja, independente de credo ou religião. Num dia até agradecemos pelo "iPad" que ganhamos, porém no dia seguinte já começamos a reclamar porque não foi o iPad 2. Reclamamos porque o carro não tem direção hidráulica, vidro elétrico ou ar condicionado. Deixamos de agradecer simplesmente porque o dia está chovendo e queríamos ir a praia.
Alguém ai lembra de agradecer o simples fato de poder andar, ver, ouvir, falar? Lembra de agradecer por saber ler, por ter acesso a internet em casa (por mais que seja "apenas" 500kbps), por conseguir lembrar do que fez ontem? (minha vó tem Alzheimer. Não reconhece mais a própria filha). São coisas simples e que a maioria dos que nos cercam também tem ou fazem, mas isso não deveria permitir que simplesmente deixássemos de agradecer por tudo isso.
Por um acaso alguém ai sabe o valor de simplesmente poder dobrar o joelho??? Eu não sabia até semana passada, quando sofri um acidente de moto e arrebentei o joelho, e somente agora - uma semana depois -estou começando a voltar a dobrar o joelho. Pode acreditar. Faz muita falta! E agora eu aprendi a agradecer por eu poder voltar a dobrar o joelho e por ter me arrebentado todo, mas ainda assim não ter sido nada mais grave. Somente enquanto estava na emergência do Hospital Regional em São José, chegaram mais dois acidentados de moto que não tiveram a mesma "sorte" que eu. Estou me esforçando para agradecer a Deus todos os dias por tudo de bom que acontece na minha vida, por todas aquelas coisas simples que nos fazem felizes mas nem percebemos por causa da vida agitada de hoje em dia.
Portanto se você está de mal humor porque é "segunda-feira" ou porque amanheceu chovendo, lembre-se de parar um minuto (literalmente um minuto, não precisa mais que isso) e agradecer a Deus pela sua vida, por ter acordado, por ter um trabalho, por poder ver a chuva ou o sol, por poder dobrar o joelho, e por tantas outras coisas. Tenho certeza que isso vai fazer você mudar seu humor pra melhor e ter um dia muito mais agradável.
Você pode não concordar... mas eu tenho a minha opinião, e daí?! Entre e opine também!
16 de nov. de 2011
31 de out. de 2011
Cidadão Palhaço
Reproduzo abaixo texto que enviei ao Diário do Leitor do DC:
Diante dessa situação, do policial olhar e não fazer nada, não falar nada e ainda dar a vez pro infrator, penso que estamos todos ferrados, pois então não adianta seguir a lei, ser um cidadão correto, afinal o que ganharei com isso? No mínimo ganharei mais tempo na fila, pois terei que dar a vez aos furões. Sou simplesmente mais um verdadeiro cidadão palhaço, neste enorme país de palhaços.
Estava na fila do semáforo embaixo do viaduto do túnel Antonieta de Barros, no Saco dos Limões em Florianópolis, quando um cidadão atravessou o carro na pista da esquerda esperando uma chance para claramente furar a fila. Antes do semáforo abrir, chegou um policial de moto que parou ao lado do carro que queria furar a fila e para meu espanto nada fez. Nem foi capaz de dar uma simples advertência verbal ao motorista infrator. Olhou e achou normal, tanto assim que quando a sinaleira abriu o policial deu vez ao furão. Essa é apenas umas das situações de descaso da polícia que vemos diariamente. O que fazer quando a própria polícia é conivente com o infrator? Como cidadão que cumpro as leis, fiquei me sentindo um verdadeiro palhaço!Para completar, fiquei na dúvida da palavra certa para expressar como me senti: otário, idiota, besta, burro, ingênuo, tanso... mas entre tantas achei que palhaço era a melhor delas. Eu, que sempre espero no final da fila, quando vejo um policial se aproximar de alguém querendo furar fila penso que no mínimo o policial vai dar uma bela bronca no espertinho e mandar ele seguir o caminho sem furar fila, o que provavelmente vai levar o infrator para outro lado que ele não queria ir, fazendo ele perder muito mais tempo e pensar muito antes de querer furar fila novamente. Mas ledo engano... a Polícia Militar de Santa Catarina é conivente com os infratores, afinal o que vi não foi uma situação isolada.
Diante dessa situação, do policial olhar e não fazer nada, não falar nada e ainda dar a vez pro infrator, penso que estamos todos ferrados, pois então não adianta seguir a lei, ser um cidadão correto, afinal o que ganharei com isso? No mínimo ganharei mais tempo na fila, pois terei que dar a vez aos furões. Sou simplesmente mais um verdadeiro cidadão palhaço, neste enorme país de palhaços.
2 de out. de 2011
Foco: quem faz de tudo não faz nada direito
Como já perceberam, eu tenho opinião sobre tudo. Falo de tudo, faço de tudo, e isso tem suas vantagens. Mas como sempre, tem desvantagens também. Percebo que é preciso ter foco no que fazemos, se realmente queremos "chegar em algum lugar". Falo isso especialmente no campo do trabalho. Se for um faz tudo, será um faz tudo meia boca que não faz nada direito. Mas acho que antes de focar é preciso experimentar as várias alternativas que sempre existem para assim ter uma visão mais ampla e poder escolher melhor a área específica de atuação.
Na Engenharia Civil, profissão que escolhi, temos uma infinidade de opções de carreiras e, como exemplo cito algumas: projetos, planejamento, orçamento, gerenciamento de obras e de contratos, coordenação, fiscalização, compras, e execução de obras. Se for projetos, estes podem ser estrutural, hidrossanitário, elétrico, esquadrias, revestimento, fachadas, preventivo, etc. Se for estrutural ainda pode ser em concreto armado, concreto pré-fabricado, metálica, madeira. E se for trabalhar com obras estas podem ser de casas, edifícios residenciais ou comerciais, de baixo ou alto padrão, infra-estrutura, fundações, instalações industriais, grandes barragens, PCHs, obras pesadas, obras de terra e contenção, obras de arte (pontes, viadutos, galerias), túneis, portos, aeroportos, ferrovias, estradas... e muitas outras opções, cada uma com suas particularidades. Essa variedade de especializações não é exclusividade dos engenheiros. Muitas profissões tem um grande leque de atuação.
Eu escolhi pra mim execução de obras e outras atividades correlatas como orçamento e planejamento de obra. Comecei com reformas, casas, condomínios e agora estou em edifícios de alto padrão, e pretendo continuar nessa área mais alguns bons anos até poder montar a minha própria empresa.
Vejo que é importante fazer várias coisas, passar por várias experiências ao longo de uma carreira. Mas uma hora é preciso definir, focar, em um ramo de negócio. Para alguns essa hora de definir é logo no início. Para outros um pouco mais tarde. Penso também que não precisa ser algo fixo e imutável, podendo mudar entre as várias opções durante uma carreira. Mas querer fazer de tudo um pouco ao mesmo tempo, para mim não é o caminho. Pois como já disse, quem faz de tudo não faz nada direito.
Na Engenharia Civil, profissão que escolhi, temos uma infinidade de opções de carreiras e, como exemplo cito algumas: projetos, planejamento, orçamento, gerenciamento de obras e de contratos, coordenação, fiscalização, compras, e execução de obras. Se for projetos, estes podem ser estrutural, hidrossanitário, elétrico, esquadrias, revestimento, fachadas, preventivo, etc. Se for estrutural ainda pode ser em concreto armado, concreto pré-fabricado, metálica, madeira. E se for trabalhar com obras estas podem ser de casas, edifícios residenciais ou comerciais, de baixo ou alto padrão, infra-estrutura, fundações, instalações industriais, grandes barragens, PCHs, obras pesadas, obras de terra e contenção, obras de arte (pontes, viadutos, galerias), túneis, portos, aeroportos, ferrovias, estradas... e muitas outras opções, cada uma com suas particularidades. Essa variedade de especializações não é exclusividade dos engenheiros. Muitas profissões tem um grande leque de atuação.
Eu escolhi pra mim execução de obras e outras atividades correlatas como orçamento e planejamento de obra. Comecei com reformas, casas, condomínios e agora estou em edifícios de alto padrão, e pretendo continuar nessa área mais alguns bons anos até poder montar a minha própria empresa.
Vejo que é importante fazer várias coisas, passar por várias experiências ao longo de uma carreira. Mas uma hora é preciso definir, focar, em um ramo de negócio. Para alguns essa hora de definir é logo no início. Para outros um pouco mais tarde. Penso também que não precisa ser algo fixo e imutável, podendo mudar entre as várias opções durante uma carreira. Mas querer fazer de tudo um pouco ao mesmo tempo, para mim não é o caminho. Pois como já disse, quem faz de tudo não faz nada direito.
15 de set. de 2011
Parada da Diversidade
No último final de semana aconteceu em Floripa a Parada da Diversidade, dos GLSBT (entre outras letras). Evento bonito (para alguns) mas realizado no lugar errado. Na segunda-feira mandei para a coluna Diário do Leitor do Diário Catarinense a seguinte carta:
Eu não classifiquei nada, apenas relatei a realidade. Qualquer um que viu a parada percebeu que de transcendente e de mobilização não tinha nada. Era puramente diversão e exibicionismo. A menos que homens e "mulheres" seminus dançando em cima de um trio elétrico com música de festa virou agora mobilização. Como falaram hoje nas cartas no DC, o direito da minoria a uma "mobilização" não pode se sobrepor ao direito da maioria da população. Se a minoria "excluída" quer direitos iguais (e tenho certeza que merecem direitos iguais e respeito de todos) eles também devem seguir os deveres da maioria. Ou seja prezada Fernanda, o direito constitucional da liberdade de reunião vem junto com deveres. E esse direito de reunião vem junto com o dever de fazer no lugar certo.
Portanto precisamos botar os pingos nos i's! Que têm direito de fazer sua parada, sua festa, sua mobilização que seja, todos tem. Mas no lugar certo! Que façam na passarela do samba onde sempre são realizadas as festas desse tipo, sejam públicas ou privadas.
Todo ano é a mesma polêmica sobre a parada da diversidade realizada na Beira Mar Norte em Florianópolis. Não tenho nada contra essa diversidade nem contra o "amor deles", como dizia a campanha em outdoors pela cidade. Porém o direito deles se divertirem e desfilarem numa grande festa acaba onde começa o meu direito pela paz, sossego e acima de tudo pelo direito de ir e vir. É um abuso da prefeitura permitir que tal evento seja realizado na principal avenida da cidade. Será que insistem em fazer o evento na Beira Mar Norte porque tem a necessidade de serem vistos, de virarem assunto e, de atrapalharem os demais cidadãos? Porque não fazem na Beira Mar continental, que apesar de pronta permanece fechada? Porque não fazem na passarela do samba que é um local muito mais apropriado? Espero que ano que vem a prefeitura e os organizadores tenham bom senso e façam tal evento num local mais apropriado.E no dia seguinte, uma leitora respondeu com a seguinte carta:
Hoje dois leitores responderam a carta da Sra. Fernanda com alguns pontos que eu também concordo e exponho abaixo. Não respondi a carta dela no jornal pois penso que o Diário do Leitor é um lugar democrático onde podemos expor nossas idéias, e consequentemente ouvir opiniões contrárias. Não é lugar de ficar "batendo boca".
Em resposta às palavras do leitor Eduardo de Sousa (Diário do Leitor, 13/09), penso que este cometeu um grande equívoco ao classificar a parada gay como uma passeata com mera finalidade de diversão e exibicionismo. A parada gay transcende, é uma mobilização legítima de uma minoria que tem como objetivo comum reivindicar seus direitos e conseguir a aceitação e inclusão na seara jurídica e social. Com respaldo no princípio da proporcionalidade, a liberdade de reunião, garantia constitucional, se sobrepõe ao direito de ir e vir, dada a peculiaridade da circunstância. Portanto, é legítima a causa do movimento em manifestar-se na principal avenida da cidade, ao contrário do que assevera o leitor Eduardo. - Fernanda Rapozo
Eu não classifiquei nada, apenas relatei a realidade. Qualquer um que viu a parada percebeu que de transcendente e de mobilização não tinha nada. Era puramente diversão e exibicionismo. A menos que homens e "mulheres" seminus dançando em cima de um trio elétrico com música de festa virou agora mobilização. Como falaram hoje nas cartas no DC, o direito da minoria a uma "mobilização" não pode se sobrepor ao direito da maioria da população. Se a minoria "excluída" quer direitos iguais (e tenho certeza que merecem direitos iguais e respeito de todos) eles também devem seguir os deveres da maioria. Ou seja prezada Fernanda, o direito constitucional da liberdade de reunião vem junto com deveres. E esse direito de reunião vem junto com o dever de fazer no lugar certo.
Portanto precisamos botar os pingos nos i's! Que têm direito de fazer sua parada, sua festa, sua mobilização que seja, todos tem. Mas no lugar certo! Que façam na passarela do samba onde sempre são realizadas as festas desse tipo, sejam públicas ou privadas.
3 de set. de 2011
Educação no Brasil
Vendo aqui a propaganda do Ministério da Educação sobre várias novas universidades e vários campi dos Institutos Federais - ensino técnico - pelo país afora penso que o governo aparentemente tem investido muito na educação. De fato pode estar investindo muito, mas está investindo bem?!?!
Creio que a resposta é não. Está investindo em ensino superior e técnico, que sem dúvida é importante, muito importante, porém a base que é o ensino fundamental fica de lado. Assim acabam rebaixando o nível do ensino superior, que mais cedo ou mais tarde vai acabar formando engenheiros que não sabem física elementar, que mal sabem matemática e química, jornalistas que não sabem gramática, advogados que não sabem leis, e por ai vai. Já presenciei um candidato a uma vaga de estágio que cursava engenharia e mal sabia calcular área!!!!
O ensino fundamental, como é óbvio pois está dito no nome, é fundamental! Mas acho que o governo não percebeu o óbvio. Como sempre aqui no Brasil, começam pelo lugar errado, colocam a carroça na frente dos bois. Primeiro deve ser feito o elementar que é melhorar o ensino fundamental, remunerar melhor os professores, adotar a meritocracia nas escolas básicas. Enquanto continuar com essa pedagogia de não reprovar (pois isso é ruim para os índices), enquanto alunos analfabetos forem passando de série em série, enquanto os alunos mandarem nas salas de aula e nos professores, enquanto os professores não forem realmente valorizados (e continuarem apanhando literalmente), o Brasil não vai pra frente. Infelizmente isso não sou eu que acho... isso é fato!
Creio que a resposta é não. Está investindo em ensino superior e técnico, que sem dúvida é importante, muito importante, porém a base que é o ensino fundamental fica de lado. Assim acabam rebaixando o nível do ensino superior, que mais cedo ou mais tarde vai acabar formando engenheiros que não sabem física elementar, que mal sabem matemática e química, jornalistas que não sabem gramática, advogados que não sabem leis, e por ai vai. Já presenciei um candidato a uma vaga de estágio que cursava engenharia e mal sabia calcular área!!!!
O ensino fundamental, como é óbvio pois está dito no nome, é fundamental! Mas acho que o governo não percebeu o óbvio. Como sempre aqui no Brasil, começam pelo lugar errado, colocam a carroça na frente dos bois. Primeiro deve ser feito o elementar que é melhorar o ensino fundamental, remunerar melhor os professores, adotar a meritocracia nas escolas básicas. Enquanto continuar com essa pedagogia de não reprovar (pois isso é ruim para os índices), enquanto alunos analfabetos forem passando de série em série, enquanto os alunos mandarem nas salas de aula e nos professores, enquanto os professores não forem realmente valorizados (e continuarem apanhando literalmente), o Brasil não vai pra frente. Infelizmente isso não sou eu que acho... isso é fato!
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