28 de jul. de 2011

Pergunta Fundamental

A pergunta que todos nós (especialmente políticos e funcionários públicos) devemos fazer é: Se eu fosse pagar/comprar isso com o dinheiro do meu salário, eu pagaria? Se fosse na minha obra, eu aprovaria esse aditivo? Se todos nós fizéssemos essas duas simples perguntas com mais freqüência em nossos trabalhos, especialmente nos trabalhos públicos, conseguiríamos resolver e diminuir em muito a corrupção em nosso país. (Obviamente partindo do pressuposto que temos um mínimo de bom senso).

Afinal se tal aditivo é abusivo e na minha obra particular eu não aceitaria, porque devo aceitar numa obra pública ou na obra da minha empresa? Se eu não quero ficar em um hotel ou pegar uma táxi durante uma viagem a trabalho se fosse pagar do meu bolso, porque vou pedir diária para isso? Se não imprimo determinado documento em casa para não gastar tinta e papel, porque vou imprimir no meu trabalho? Se não uso o dinheiro do meu salário para pagar ou comprar algo, porque comprar isso com dinheiro público? Se apago a luz ao sair de casa (com isso economizando energia e dinheiro), porque não apagar no trabalho também? E ainda surgem outras perguntas na mesma linha de raciocínio: se não jogo lixo no chão de casa porque jogar no chão da rua? Se não quebro o vidro da minha janela porque quebrar o da janela pública? Se não...


Cabe uma pequena observação. Reparem bem que na primeira pergunta usei "dinheiro do meu salário" e não simplesmente "meu dinheiro", pois o dinheiro público é meu também pois fui eu quem deu para o governo, mas muitos de nós (se não todos) esquecemos disso com freqüência. Parece que o meu dinheiro é apenas aquele que sai do salário que recebo no final do mês, que sai da minha carteira. Mas temos que lembrar que os 15% de IR e o INSS retido na fonte também é meu dinheiro. Assim como o IPVA, ICMS, ISS, IOF, IPI, IPTU, ITBI, e tantos outros impostos e taxas. São todos meu dinheiro. Temos que lembrar dessa questão fundamental para sair desse mar de lama que está o Brasil hoje. Afinal, o meu dinheiro eu não deixo escorregar pelo meio dos meus dedos para o ralo.

27 de jul. de 2011

O Astro

Confessso que estou virando um noveleiro, já que estou sem TV a cabo e sem muita opção do que assistir. Até tenho acompanhado esporadicamente a nova novela das 11 na Globo, O Astro. Mas tenho vontade de pular pela janela quando toca a vinheta: "Meu signo é de virgem e só de imaginar me dá vertigem"!!!! Fala sério! Que musiquinha mais infâme!

"Minha pedra é ametista... confesso que preciso ir ao dentista!" Gente, só com muito chá de cogumelo na cabeça para conseguir ouvir uma música assim mais de uma vez. Até minhas rimas em versinhos de Marcela - janela - panela - mortadela são melhores do que essa vinheta de "O Astro". O autor devia trocar dentista por ginecologista (já que obstetra não rima) para ver se conseguia parir alguma rima mais decente.

1 de jun. de 2011

Novos estados

O Senado aprovou a realização do plebiscito para criar mais um estado no Brasil. Aliás, mais dois estados, Carajás e Tapajós. Os dois serão frutos da divisão do Pará e contarão, respectivamente, com 39 e 27 municípios, segundo informa a matéria do Jornal O Globo. Imaginem quanto que nós contribuintes teremos que desembolsar a mais para criar e manter esses dois estados? São mais dois governadores, mais duas câmaras de deputados, mais senadores, deputados federais, enfim, mais uma penca de políticos que não ajudam em nada. Estão se aproveitando de regiões menos desenvolvidas, onde o povo é mais humilde e sem educação suficiente para perceber que isso é uma grande furada, e assim enfiar guela a abaixo mais dois estados desnecessários. Aliás deficiência de educação por culpa única e exclusivas destes mesmos políticos que tem interesse em manter o povo na ignorância. E não me venham falar que esse problema será resolvido com a criação de mais dois estados.

Só para ter uma idéia, já há uma emenda no orçamento desse ano de R$8,6 milhões apenas para a realização do plebiscito. São R$8.600.000,00 a menos em saúde, educação e segurança para realizar um plebiscito com um povo manipulado para assim criar mais uma penca de cabide de empregos para os correligionários e padrinhos de políticos. Eu acho que esta na hora de nossos políticos deixarem a demagogia de lado e arregaçar as mangas para começar de fato a resolver os problemas críticos do nosso país. Sabemos que dinheiro e recursos temos, falta apenas a vontade! Falta o povo se mexer também e exigir soluções.

29 de mai. de 2011

Homofobia

Não sou a favor do homosexualismo. Nem por isso condeno ou sou contra aqueles que tem - ou seguem - essa orientação sexual. Como já dizia uma famosa propaganda "cada um na sua". Mas não discriminar nem ser "racista" é uma coisa. Incentivar é outra. Essa cartilha do governo é uma verdadeira peça de mal gosto, é o meu dinheiro mal aplicado. Eu acho o homossexualismo errado. Assim como eu acho errado fumar e nem por isso deixo de ter amigos fumantes (fazendo uma comparação talvez não tão apropriada). Mas essa é a verdade.

Enfim, alguém já disse o que penso então não vou escrever tudo novamente. Esse alguém é o Pe. Hélio Luciano, que teve um artigo publicado no jornal Notícias do Dia em 27 de maio. Segue abaixo.


28 de mai. de 2011

Regime Diferenciado de Contratações

Saiu no site da PINI a notícia de que o setor da construção está mobilizado contra o absurdo que é a flexibilização da lei das licitações, criando o RDC (Regime Diferenciado de Contratações) na Lei 8.666 para obras relativas a Copa do Mundo de 2014. Lendo isso vejo que ainda resta uma esperança de que um dia o Brasil possa ser de fato um país de primeiro mundo, um país sério.

Vendo escândalos atrás de escândalos sendo que nunca nenhuma denúncia dá em nada, achei que após o anúncio de mais esse absurdo por parte do governo, que é a criação do RDC, ninguém ou nenhuma associação se oporia. Mas pelo jeito estava enganado. Fico mais do que feliz em ver que ainda tem gente que sabe o que é certo e não tem medo de falar para todos, mesmo que seja contrário ao governo. Esse RDC só facilitaria os desvios de verbas, falcatruas e maracutaias. Seria a maior festa com dinheiro público do mundo. Festa para poucos diga-se de passagem.

Ah... antes de encerrar, só mais um fato curioso que indica bem o tipo de governo que temos. Segundo a notícia do site da pini, a tal emenda que cria o RDC estava inserida na medida provisória 521/10 que trata do valor da bolsa de médicos residentes, que nada tem haver com licitações ou obras públicas. Esquisito no mínimo não?!