3 de set. de 2011

Educação no Brasil

Vendo aqui a propaganda do Ministério da Educação sobre várias novas universidades e vários campi dos Institutos Federais - ensino técnico - pelo país afora penso que o governo aparentemente tem investido muito na educação. De fato pode estar investindo muito, mas está investindo bem?!?!

Creio que a resposta é não. Está investindo em ensino superior e técnico, que sem dúvida é importante, muito importante, porém a base que é o ensino fundamental fica de lado. Assim acabam rebaixando o nível do ensino superior, que mais cedo ou mais tarde vai acabar formando engenheiros que não sabem física elementar, que mal sabem matemática e química, jornalistas que não sabem gramática, advogados que não sabem leis, e por ai vai. Já presenciei um candidato a uma vaga de estágio que cursava engenharia e mal sabia calcular área!!!!

O ensino fundamental, como é óbvio pois está dito no nome, é fundamental! Mas acho que o governo não percebeu o óbvio. Como sempre aqui no Brasil, começam pelo lugar errado, colocam a carroça na frente dos bois. Primeiro deve ser feito o elementar que é melhorar o ensino fundamental, remunerar melhor os professores, adotar a meritocracia nas escolas básicas. Enquanto continuar com essa pedagogia de não reprovar (pois isso é ruim para os índices), enquanto alunos analfabetos forem passando de série em série, enquanto os alunos mandarem nas salas de aula e nos professores, enquanto os professores não forem realmente valorizados (e continuarem apanhando literalmente), o Brasil não vai pra frente. Infelizmente isso não sou eu que acho... isso é fato!

3 de ago. de 2011

Escotismo

Fui na palestra "Formando Líderes e Empreendedores há mais de um Século" promovida pela Confraria Empresarial, onde foi abordado o movimento escoteiro e sua capacidade de formar melhores profissionais, além de melhores cidadãos. Cheguei a me arrepiar em alguns momentos, pois lembrei da minha vida escoteira e de momentos que tive ao longo de mais de 13 anos de movimento escoteiro. Na época era só alegria e diversão, mas hoje vejo que o escotismo contribuiu muito para a minha formação pessoal e principalmente profissional.

Graças ao escotismo que desde os 7 anos tive experiência em trabalho em equipe, liderança, ser liderado, ter responsabilidades, superar frustrações, enfrentar desafios, transpor dificuldades, ser persistente, planejar uma atividade, enfim, tantas outras habilidades e características que me ajudam profissionalmente e pessoalmente.

Na palestra citaram vários escotistas famosos, entre eles o Papa João Paulo II e o ex-vice-presidente José de Alencar. O José de Alencar é um verdadeiro exemplo para todos Brasileiros e escoteiros. Aos 12 anos ele ingressou no Escotismo, e sempre lembrou das suas atividades com carinho, reconhecendo repetidas vezes a contribuição do Escotismo em sua formação. Inclusive afirmou que somente suportou enfrentar dolorosos momentos da doença, porque "O Escoteiro tem fibra, é alegre e sorri nas desventuras", fazendo constantemente menção aos valores propostos pela Lei Escoteira. Quem não lembra dele saindo do Hospital sorrindo enquanto tantos outros já teriam desistido?

28 de jul. de 2011

Pergunta Fundamental

A pergunta que todos nós (especialmente políticos e funcionários públicos) devemos fazer é: Se eu fosse pagar/comprar isso com o dinheiro do meu salário, eu pagaria? Se fosse na minha obra, eu aprovaria esse aditivo? Se todos nós fizéssemos essas duas simples perguntas com mais freqüência em nossos trabalhos, especialmente nos trabalhos públicos, conseguiríamos resolver e diminuir em muito a corrupção em nosso país. (Obviamente partindo do pressuposto que temos um mínimo de bom senso).

Afinal se tal aditivo é abusivo e na minha obra particular eu não aceitaria, porque devo aceitar numa obra pública ou na obra da minha empresa? Se eu não quero ficar em um hotel ou pegar uma táxi durante uma viagem a trabalho se fosse pagar do meu bolso, porque vou pedir diária para isso? Se não imprimo determinado documento em casa para não gastar tinta e papel, porque vou imprimir no meu trabalho? Se não uso o dinheiro do meu salário para pagar ou comprar algo, porque comprar isso com dinheiro público? Se apago a luz ao sair de casa (com isso economizando energia e dinheiro), porque não apagar no trabalho também? E ainda surgem outras perguntas na mesma linha de raciocínio: se não jogo lixo no chão de casa porque jogar no chão da rua? Se não quebro o vidro da minha janela porque quebrar o da janela pública? Se não...


Cabe uma pequena observação. Reparem bem que na primeira pergunta usei "dinheiro do meu salário" e não simplesmente "meu dinheiro", pois o dinheiro público é meu também pois fui eu quem deu para o governo, mas muitos de nós (se não todos) esquecemos disso com freqüência. Parece que o meu dinheiro é apenas aquele que sai do salário que recebo no final do mês, que sai da minha carteira. Mas temos que lembrar que os 15% de IR e o INSS retido na fonte também é meu dinheiro. Assim como o IPVA, ICMS, ISS, IOF, IPI, IPTU, ITBI, e tantos outros impostos e taxas. São todos meu dinheiro. Temos que lembrar dessa questão fundamental para sair desse mar de lama que está o Brasil hoje. Afinal, o meu dinheiro eu não deixo escorregar pelo meio dos meus dedos para o ralo.

27 de jul. de 2011

O Astro

Confessso que estou virando um noveleiro, já que estou sem TV a cabo e sem muita opção do que assistir. Até tenho acompanhado esporadicamente a nova novela das 11 na Globo, O Astro. Mas tenho vontade de pular pela janela quando toca a vinheta: "Meu signo é de virgem e só de imaginar me dá vertigem"!!!! Fala sério! Que musiquinha mais infâme!

"Minha pedra é ametista... confesso que preciso ir ao dentista!" Gente, só com muito chá de cogumelo na cabeça para conseguir ouvir uma música assim mais de uma vez. Até minhas rimas em versinhos de Marcela - janela - panela - mortadela são melhores do que essa vinheta de "O Astro". O autor devia trocar dentista por ginecologista (já que obstetra não rima) para ver se conseguia parir alguma rima mais decente.

1 de jun. de 2011

Novos estados

O Senado aprovou a realização do plebiscito para criar mais um estado no Brasil. Aliás, mais dois estados, Carajás e Tapajós. Os dois serão frutos da divisão do Pará e contarão, respectivamente, com 39 e 27 municípios, segundo informa a matéria do Jornal O Globo. Imaginem quanto que nós contribuintes teremos que desembolsar a mais para criar e manter esses dois estados? São mais dois governadores, mais duas câmaras de deputados, mais senadores, deputados federais, enfim, mais uma penca de políticos que não ajudam em nada. Estão se aproveitando de regiões menos desenvolvidas, onde o povo é mais humilde e sem educação suficiente para perceber que isso é uma grande furada, e assim enfiar guela a abaixo mais dois estados desnecessários. Aliás deficiência de educação por culpa única e exclusivas destes mesmos políticos que tem interesse em manter o povo na ignorância. E não me venham falar que esse problema será resolvido com a criação de mais dois estados.

Só para ter uma idéia, já há uma emenda no orçamento desse ano de R$8,6 milhões apenas para a realização do plebiscito. São R$8.600.000,00 a menos em saúde, educação e segurança para realizar um plebiscito com um povo manipulado para assim criar mais uma penca de cabide de empregos para os correligionários e padrinhos de políticos. Eu acho que esta na hora de nossos políticos deixarem a demagogia de lado e arregaçar as mangas para começar de fato a resolver os problemas críticos do nosso país. Sabemos que dinheiro e recursos temos, falta apenas a vontade! Falta o povo se mexer também e exigir soluções.